Hoje dei um passo que, acredito, poderá mudar – ou melhor, definir – o rumo (profissional) da minha vida. A partir de agora devo ser capaz de distinguir de fato para quê tenho aptidão.
Acho a Academia fascinante, a idéia de contribuir para o desenvolvimento científico, teórico, filosófico, mas sempre me pego questionando… o que eu tenho para acrescentar? e penso e não descubro, e não me vejo pesquisando a fundo um assunto sem ficar entediada e largar pela metade, inacabado.
Amo a política, mas questiono se tenho as habilidades pragmáticas, interpessoais, de negociação, de feeling e timing, de um misto de egoísmo e abnegação, necessárias para a tarefa. Por enquanto, vejo-me muito mais encaixada na segunda alternativa, no exercício formal da política, em seu assessoramento e consultoria.
Mas, ainda assim, torna-se inevitável a pergunta, aquela de uma crise de meia meia-idade, de “é isso que eu quero? é nisso que eu sou bom? é isso que vai me ocupar e fazer feliz pelo resto da vida? é por isso que eu vou me preocupar e achar que vale a pena?”. O pior é que essas respostas não consigo ter, não por hora.
Acredito, então, que a decisão hoje tomada irá facilitar as coisas, confirmar um pressentimento, tranqüilizar a ansiedade imposta pelo fim da faculdade. Meu problema será se, por ventura, descobrir que a resposta às minhas indagações é “não. não é isso que eu devo fazer”, pois, ao menos agora, não enxergo qualquer opção além dessas duas.
Tudo que sei é que é preciso construir.