…desanimada.

Domingo, 29 Junho, 2008

Tá, você pode perguntar com tom meio irônico: “só hoje?”; sim, só hoje. Ou melhor, especialmente hoje.

Por quê? Não sei exatamente, mas acho que tem algo a ver com o que tenho pensado nesses últimos dias. No que eu tenho pensado? Em como o Rio é estranho para mim. Ou eu pra ele.

Sabe, já faz (pronto Pereh, corrigido) dois anos e meio que eu voltei pra cá, e continuo com a sensação de que não pertenço a este lugar. Pior: perdi toda aquela alegria de ficar embasbacada ao ver as pequenas maravilhas e belezas do lugar. Hoje, só noto seus defeitos, suas incoerências e futilidades.

A cidade que outrora me fizera tão feliz, acaba por me tornar mais amarga, triste. Não sei quanto disto é minha culpa, por me mudar sem me transformar (ou adaptar); mas a verdade é que as vezes olho desacreditada para as pessoas ao meu redor. Tão típicas. Tão presas em seus próprios grupinhos de pessoas normais. Com alguma freqüência olho para elas com certa inveja, é verdade, por possuirem essa felicidade trivial de sair com os amigos, namorado(a)s, divertirem-se. Mas no resto do tempo, vejo-os simplesmente como pessoas bobas, fúteis, das quais prefiro me manter distante.

Inconstância.

Acho que este deveria ser o título apropriado para o post. Ou até para o blog.

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1 Comment Add your own

  • 1. .  |  Sábado, 2 Agosto, 2008 at 17:09

    Senti isso sem precisar mudar de cidade. Acho que é algo que acontece naturalmente. Na infância somos felizes. Depois nos desanimamos com a falta de propósito da organização social e com a falta de consciência dos outros com os valores vendidos por aí. Me deprime muito notar a eterna busca do homem pela vantagem sobre os outros, que é fortemente sustentada pelo modo de produção capitalista, mas que infelizmente parece ser natural…}

    Acho que a gente acaba sendo levado por tudo isso depois de um tempo e se torna “feliz” mas não sei dizer por não ser velho o suficiente. Mas sinto que proucar ter um modo de pensar transgressor acaba nos fazendo bem. Já consigo ter uma certa felicidade mundana novamente.

    Responder

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